quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Inesquecível Cruzeiro 6 X 2 Santos em 1966

Caros cruzeirenses, pesquisando sobre a postagem de hoje do Blog, fiquei fascinado com o texto de Plínio Barreto, que escreve no site que homenageia a conquista de 1966. Por esse motivo, posto na íntegra a matéria de Plínio, usei o famoso Ctrl + C e Ctrl + V.






QUEM FOI VER PELÉ, VIU DIRCEU

Por Plínio Barreto

Trinta de novembro de 1966. Mais de cem mil pessoas presentes no Mineirão para assistir à primeira batalha entre Cruzeiro e Santos. Renda de Cr$223.314.600,00. Recorde nacional.

O time paulista tentava ser pentacampeão da Taça Brasil. Esperava-se um jogo disputado, mas ninguém poderia imaginar o que se passaria naquela noite.

Os times alinhados.  O Cruzeiro defenderia o chamado gol da Lagoa da Pampulha, formado com Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira. O Santos com Gilmar, Carlos Alberto, Mauro, Oberdã e Zé Carlos; Zito e Lima; Doval, Toninho, Pelé e Pepe.

A surpresa começou com um minuto de jogo. Hilton Oliveira deixara Carlos Alberto para trás, indo até a linha de fundo e cruzando forte. O lateral santista Zé Carlos, na tentativa de defesa, marcou contra. Quatro minutos depois, quando a torcida ainda festejava, Piazza desarmou Pelé e passou a Dirceu Lopes. Contra ataque fulminante. O Príncipe tabelou com Evaldo, a bola chegou a Natal, o chute do ponteiro foi indefensável. Gilmar nada poderia fazer. Dois a zero.

Aos 20 minutos, o terceiro gol. Obra do inconfundível Dirceu Lopes. O Mineirão é todo uma festa.

Dezenove minutos haviam-se passado e Dirceu Lopes levava o Santos ao desespero. Um corte rápido em Zito para a direita, outro à esquerda. O chute certeiro no ângulo de Gilmar. Na tentativa de defesa, o goleiro bicampeão do mundo não tem outra opção senão abraçar a trave, 4 a 0.

O quinto gol seria do genial Tostão. O time do Santos, abatido, não acreditava no que estava acontecendo. Nem o público diante daquele placar elástico de 5 a 0.

Veio o segundo tempo e o time de Pelé esboçou reação. Toninho fez dois gols em três minutos. Mas ficou só nisso. Com o placar em 5 a 2, o Cruzeiro passou a tocar a bola, colocando o Santos na roda. A noite seria mesmo de Dirceu Lopes.

Evaldo, lançando em profundidade, partira para o gol de Gilmar, chocando-se com o goleiro. Dirceu Lopes estava lá para encerrar o placar: 6 a 2. Foguetes, isqueiros acesos, bandeiras e os gritos da vitória tomam conta do cenário.



Fonte: http://www.cruzeiro.com.br/campeao66.php
Acesso em 05 de Janeiro de 2011, às 21:47

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